A Estrela de Belém
De acordo com o historiador alemão Werner Keller, a história da Estrela de Belém tem fascinado homens por séculos. No Evangelho Segundo Mateus, este fenômeno extraordinário é documentado em termos inconfundíveis. O que era – um cometa, uma estrela em explosão, um conjunto de planetas - que os Magos do Oriente observaram?
Escavações arqueológicas recentes têm desenterrado uma riqueza de escritos antigos, que continham informações espantosamente detalhadas sobre ocorrências astronômicas estendendo-se por milhares de anos. Astrônomos agora possuem anotações de fontes Gregas, Romanas, Babilônicas, Egípcias e Chinesas. Depois de peneirar toda esta informação, astrônomos agora podem apuradamente apontar um dos fenômenos que corresponde à descrição de Mateus da Estrela de Belém.
Nas palavras de Sr. Keller:
“...Logo antes do Natal de 1603, no dia 17 de Dezembro, o Astrônomo e Matemático Imperial, Real Johannes Kepler estava passando a noite sentado acima da "Moldava" no Hradcyn em Prague, observando com seu telescópio modesto o aproximar de dois planetas. Conjunção é o nome técnico para a posição de dois corpos celestes no mesmo grau de longitude. Algumas vezes dois planetas se aproximam tanto que têm a aparência de uma só estrela maior e mais brilhante. Aquela noite havia um encontro no espaço entre Júpiter e Saturno, dentro da constelação de Pisces.”
“Olhando suas anotações mais tarde Kepler de repente se lembrou de algo que havia lido do escritor rabínico, Isaac Abrabanel, referindo-se a uma influência incomum que astrólogos Judeus associavam à mesma constelação. Messias iria aparecer quando houvesse uma conjunção de Saturno e Júpiter na constelação de Pisces.”
“...Kepler checou seus cálculos novamente e novamente...O resultado era uma tripla conjunção no espaço de um ano. Cálculos astronômicos deram o ano de 7 A.C...”
“[Novamente]... em 1925 o escolástico alemão P. Schnabel decifrou os papéis em cuneiforme Neo-Babilônico de um famoso instituto profissional do mundo antigo, a Escola de Astrologia em Sippar na Babilônia. Entre séries infinitas de datas prosaicas ele encontrou uma anotação sobre a posição dos planetas na constelação Pisces. Júpiter e Saturno são marcados cuidadosamente por um período de cinco meses. Ele estimou que na data de nosso calendário o ano era 7 A.C.”
Sr. Keller relata a viagem dos magos comparando com as três conjunções dos planetas. Segundo ele, eles chegam a Israel pelo fim de Novembro de 6 A.C., quando eles visitam o Rei Herodes para pegar direção em relação à visão da estrela, dizendo:
"Onde está aquele que nasceu Rei os Judeus? Pois vimos Sua estrela no Oriente..." (Mateus 2:2-3)
Os Magos são enviados a Belém para encontrar este novo Rei. O autor então calcula esta parte da viagem coincidindo exatamente com a última visão da conjunção dos planetas no dia 4 de Dezembro. A Bíblia diz que enquanto iam ao sul, "eles regozijaram com gozo excedente," pois "a estrela, que viram no leste, foi diante deles!" (Mateus 2:9-10).
Sr. Keller continua:
“...a cinco milhas de Jerusalém fica a vila de Belém. Esta antiga estrada... ficava quase Norte-Sul. Na sua terceira conjunção os planetas Júpiter e Saturno pareciam ter se dissolvido em uma grande estrela. No crepúsculo ficavam visíveis na direção sul, para que os Magos no caminho de Jerusalém para Belém, tivessem a brilhante estrela à sua frente todo o tempo. Como diz o evangelho, a estrela realmente ‘foi adiante deles’...”
|